Inverno luxuoso em Courchevel

À primeira vista, a estação de esqui COURCHEVEL é uma típica vila de inverno charmosa, com direito a neve abundante e frio de rachar. Mas, por trás de cada fachada rústica, há lojas de grifes sofisticadas, bistrôs gastronômicos de alto nível e hotéis boutique luxuosos.

É preciso um quê de coragem para chegar ao ponto mais alto do resort: da estação de trem de Moûtiers até a altitude 1850, onde a elite mundial se encontra, há um percurso estreito com curvas sinuosas, de pouco menos de uma hora de duração. Ir de avião ou helicóptero também é possível, desde que você não se importe em pousar na pista com inclinação de 18,5 graus e meros 525 metros de comprimento, usada na abertura do filme “007 – O Amanhã Nunca Morre”.

É o que faz grande parte dos bilionários russos, da realeza britânica e do público AAA, maioria no resort desde sua fundação, há pouco mais de 70 anos. Eles não se importam em pagar uma média de 1.000 euros diários nas hospedagens dos cinco estrelas Aman Le Mélézin, L’Apogée e Cheval Blanc, do grupo LVMH, que não poupam esforços para agradar aos amantes dos esportes de neve — especialmente os esquiadores, que podem observar o vai e vem da estação da janela de seus próprios quartos e têm todos os equipamentos necessários à disposição.

Construída do zero logo após a Segunda Guerra Mundial, a estação de Courchevel é dividida em quatro altitudes: 1300, 1550, 1650 e 1850, sendo que os preços acompanham a subida da montanha. São nada menos que 600 quilômetros de pistas interligadas. É a estrela do complexo Les 3 Vallées, que conecta os vales de Saint-Bon, Allues e Belleville, e une um total de 490 hectares de puro lazer para amadores, profissionais e iniciantes. Instrutores bilíngues ultracapacitados, como Gilles Grosso, que fala inglês, francês e arrisca bem no português, estão disponíveis para ajudar nas manobras. Há snow parks completos, esqui noturno às quartas-feiras e uma balada hype, a La Folie Douce.

Os poucos que não se rendem às aventuras montanha abaixo costumam se esbaldar nas boutiques chiques da Rue du Rocher ou nos inúmeros restaurantes, sete deles estrelados pelo Guia Michelin. Destaque para o chiquérrimo Le 1947, do chef Yannick Alléno, para o impecável Le White, que conta com cardápio sem preço, e para o japonês sensação Koori, aberto há dois anos no hotel L’Apogée. No almoço, o restaurante principal do Hotel Annapurna oferece um magnífico buffet de saladas, pratos principais na medida e uma farta mesa de queijos, sempre servidos após as refeições, junto com a sobremesa (mania francesa altamente viciante). Spas assinados por marcas renomadas, como Guerlain e Sisley, também são excelentes opções para quem só quer relaxar.

ONDE FICAR

AMAN LE MÉLÉZIN
Todo construído com madeira, possui 31 acomodações com charmosos terraços e belíssimas vistas para as pistas.

CHEVAL BLANC
Em estilo palácio, é um dos mais badalados hotéis da vila. Conta com lojas da Dior e Louis Vuitton, bar sofisticado e restaurante comandado pelo renomado chef Yannick Alléno.

L ́APOGÉE
No topo da montanha, próximo ao ponto dos saltos olímpicos, é ski-in/ski-out (tem acesso direto às pistas). O spa do hotel conta com tratamentos Sisley, sauna, jacuzzi e piscina indoor.

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