Vai para o Peru? Anote já essas dicas!

> Deixe para comprar a moeda local (nuevos soles) no destino: um pouco no aeroporto, outro tanto nas casas de câmbio de Lima ou de outra cidade — os melhores negócios nem sempre são feitos na capital. Trocar dinheiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos é furada, você sempre sai perdendo. E tanto faz levar reais ou dólares. A primeira compra de nuevos soles pode ser feita logo no desembarque do Aeropuerto Internacional Jorge Chávez, onde praticam um câmbio justo e sem os abusos paulistanos (= adição de taxas sem sentido).

> Não vive sem (ou trabalha com) internet? Adquira um chip de celular no quiosque da Claro, também no aeroporto. É um plano pré-pago rápido, fácil, com excelente custo-benefício e que funciona até nos lugares mais improváveis, como a ilha flutuante de Puno e o hotel no meio do nada em Yanke. Pagamos 50 nuevos soles por uma semana de uso. Não é ilimitado, mas super deu conta do recado.

> Tenha orgulho de ser brasileiro. Menos pelo patriotismo e mais pelos bons negócios que você vai fazer ao longo da viagem. Explico: no Peru — e em vários outros países da América do Sul — é comum supervalorizarem um serviço e cobrarem valores mais altos dos americanos, europeus, australianos, asiáticos… Mas isso não é feito com os hermanos dos países do Mercosul (Brasil included), então acabamos pagando menos do que a maioria dos turistas. 

> Não compre passagens de ônibus pela internet. Na ânsia de deixar tudo previamente organizado, compramos o trecho de Ica a Arequipa (12 horas de viagem) por 65 dólares. Acontece que, ao chegar no terminal, a mesmíssima passagem custava 82 nuevos soles. Não precisa ser muito bom de matemática para perceber que pagamos bem mais que o restante dos passageiros. Para evitar a falta de lugar, basta comprar com um dia de antecedência.

> Leve um kit com tampão de ouvido, Dramin e snacks para as viagens longas. O primeiro para não se incomodar com o altíssimo volume das televisões espalhadas no ônibus (eles não diminuem de jeito nenhum!), o segundo para não sentir a estrada com curvas mil e evitar mal-estar + vômito incontrolável, e o terceiro porque o lanche servido supera todas as expectativas… negativas. Melhor não entrar em detalhes.

> Prepare-se para enfrentar o mal da altitude. São vários os destinos localizados a dois, três, quatro e até cinco mil metros acima do nível do mar. É possível que você sinta tontura, falta de ar, dor de cabeça e outros efeitos colaterais do recorrente soroche. Por isso, evite esforços exagerados e beba muito líquido. Mascar + tomar chá de folha de coca também ajudam. Mas dar um tempo para o seu corpo se acostumar com a altitude é a melhor forma de evitar e/ou amenizar o mal.

> Aos fotógrafos de plantão: tenham sempre um trocado em mãos. Especialmente se você é do tipo que tira foto de tudo e todos. As mulheres e crianças quéchuas e ayamaras são lindas e se vestem de maneira bem atraente às lentes. Mas antes de clicar, peça permissão. E tenha em mente que muitas delas vão pedir propina (gorjeta) — faz parte da cultura e não dar nada é falta de educação.

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